31.1.07

Não nos esqueçamos do que está em causa!

Facts on Fetal Development


Tiny Human Feet (10 weeks after conception)

Human at 8 Weeks
  • Day 1 - conception takes place.
  • 7 days - tiny human implants in mother’s uterus.
  • 10 days - mother’s menses stop.
  • 18 days - heart begins to beat.
  • 21 days - pumps own blood through separate closed circulatory system with own blood type.
  • 28 days - eye, ear and respiratory system begin to form.
  • 42 days - brain waves recorded, skeleton complete, reflexes present.
  • 7 weeks - photo of thumbsucking.
  • 8 weeks - all body systems present.
  • 9 weeks - squints, swallows, moves tongue, makes fist.
  • 11 weeks - spontaneous breathing movements, has fingernails, all body systems working.
  • 12 weeks - weighs one ounce.
  • 16 weeks - genital organs clearly differentiated, grasps with hands, swims, kicks, turns, somersaults, (still not felt by the mother.)
  • 18 weeks - vocal cords work – can cry.
  • 20 weeks - has hair on head, weighs one pound, 12 inches long.
  • 23 weeks - 15% chance of viability outside of womb if birth premature.*
  • 24 weeks - 56% of babies survive premature birth.*
  • 25 weeks - 79% of babies survive premature birth.*

(*Source: M. Allen et. al., "The Limits of Viability."

New England Journal of Medicine. 11/25/93: Vol. 329, No. 22, p. 1597.)


26.1.07

"Caro Concidadão", por Alberto João Jardim

A República Portuguesa decidiu repetir um referendo sobre o que denomina a “interrupção voluntária da gravidez”.
Interrupção é suspender alguma coisa, para continuar depois, o que não é o caso da vida do feto.
A Constituição da República é assim, mais uma vez, violada ao sabor dos interesses que controlam o Estado.
Diz o seu artigo 24.º: “1. A vida humana é inviolável. 2. Em caso algum haverá pena de morte”.
Diz o artigo 25.º: “1. A integridade moral e física das pessoas é inviolável. 2. Ninguém pode ser submetido a tortura, nem a tratos ou penas cruéis, degradantes ou desumanos”.
O Estado português, ao aprovar um referendo sobre esta matéria, ou viola claramente a Constituição da República, ou considera que o feto sujeito a aborto, não é vida humana. O que é uma grosseria científica, nem a Administração Pública, mesmo aos mais altos níveis do Estado, tem qualquer reconhecida competência para sobre tal se pronunciar.
O partido comunista, o partido socialista e o bloco de esquerda (ex-UDP) assumiram uma posição abortiva em relação ao referendo do próximo dia 11 de Fevereiro.
Em flagrante desrespeito pela Constituição da República, “interpretem” como “interpretar” a maioria dos membros do Tribunal Constitucional.
“Interpretação” que é secundária, inócua para a consciência de quem entenda que, acima do Estado – mera organização política da Nação – está o primado da Pessoa Humana, de cada Ser Humano, não individualista, mas integrado numa articulação Direitos-Deveres na sociedade onde se insere.
Porém, o mais importante de tudo isto, nem sequer é o que possa dizer uma Constituição desacreditada pelos actos do próprio Estado.
A Constituição até podia dizer que a vida humana era violável e que a pena de morte era legal, e nem por isso tinha de ser observada, respeitada, à luz da consciência.
Tudo isto envolve questões mais de fundo, mais prioritárias e mais importantes do que “a Constituição”, ou do que o próprio Estado.
Tem a ver com o primado da Pessoa Humana.
O Estado e os restantes órgãos da Administração Pública só têm como razão de existência, a Pessoa Humana.
Não é a Pessoa Humana que é instrumento ou disposição do Estado. Quem entenda o contrário, permite todas as arbitrariedades que ponham em causa os Direitos, Liberdades e Garantias individuais, abre caminho ao totalitarismo. Por muitas hipócritas e repetitivas declarações de fé na Democracia, que faça, não é democrata.
E o Valor primeiro, inalienável, que caracteriza a Pessoa Humana, é o do Direito à Vida.
Ao expressar esta construção ideológica convicta da minha consciência, não estou com pieguices ou beatices – todos sabem não ser o meu género – nem estou a julgar a consciência de quem quer que seja.
Estou a exercer um meu Direito, que o reconheço a qualquer cidadão.
Poderão interpelar-me como é que eu aceito a actual lei do aborto, em vigor, que contempla os casos de deformação congénita comprovada, de violação, e de defesa da vida da mãe. Precisamente porque se trata de dois males graves – o sucedido e o aborto – sem alternativa possível. Neste caso, em consciência, há que optar pelo mal menor.
O que não é o caso da discricionariedade para eliminar a vida humana, como o que o próximo referendo pretende indignamente permitir.
Nem sequer estou a defender penalização genérica e abstracta para todas as Mulheres que recorram ao aborto.
Adversário que sou do positivismo estreme que tomou conta da Justiça portuguesa, funcionalizando-A, entendo que cada caso é um caso. E que deveria ser assim analisado pelos Tribunais, aplicando a Justiça, mais do que a lei, com o bom-senso que felizmente ainda existe.
O que não aceito, é a existência de qualquer precedente legal que ponha em causa o Princípio do Primado da Vida Humana. Estariam criadas as condições para a eutanásia liberalizada, para a instauração da pena de morte em certas circunstâncias, para a marginalização dos idosos sob conceitos economicistas, bem como para o advento de outras aberrações, como o “casamento” dos homossexuais (não tenho qualquer preconceito em relação a estes).
Ao se assumirem abortivos – o que não me surpreende minimamente – comunistas e socialistas trazem uma questão de Consciência, logo num plano ético superior ao do próprio Estado, para um nível de programação partidária e de política rasteira, onde a consideração da Vida Humana, Direito primeiro e principal de qualquer Pessoa, fica na inadmissível disposição dos jogos maiorias-minorias, que não podem ser aceites, nem minimamente considerados, quando de Direitos Fundamentais se trata.
Seja a Vida, sejam as Liberdades cívicas, não podem estar à mercê dos jogos políticos maiorias-minorias, não só pelo mero conjuntural destes, mas sobretudo porque se trata de Direitos pessoais que estão acima do próprio Estado.
Isto é a Democracia.
Porque a Democracia não se resume aos poderes do Estado.
O Estado Democrático é que se subordina aos Valores inerentes à existência da Pessoa Humana, não podendo, sobretudo não devendo, desrespeitá-Los.
Os Valores essenciais da dignidade da Pessoa Humana são a fronteira que nenhum Estado Democrático pode invadir. E se inequivocamente são necessárias soluções novas, mais adequadas à Justiça, e em especial à Justiça Social, então o Estado Democrático tem de ser mais exigente consigo próprio, procurando tais soluções e não recorrendo a um mero simplismo cómodo, mas que pode ser um intuito mal disfarçado de abrir precedentes para mais enormidades ditas “fracturantes”.
Quando este Estado é incapaz de “fracturar” o que é necessário fracturar ao âmbito das suas competências.
Precedentes que abrem caminho para um Estado cada vez menos “democrático”, na medida em que invade competências que a Democracia não o pode consentir aos Estados. Estes, ao não terem limites, regridem para os caminhos selváticos do totalitarismo.
As posições partidárias das organizações políticas abortivas, comunistas e socialistas, desenham, assim, uma intenção de percurso, uma concepção de Estado, perigosíssima para o regime democrático, que obriga mesmo a muitos tradicionais eleitores daqueles partidos, pessoas que também saibam a Democracia residir no primado da Pessoa Humana sobre o próprio Estado, nesta questão de Consciência analisarem seriamente que caminhos perigosos para as Liberdades Fundamentais de cada um, esta questão da liberalização do aborto pode estar a abrir.
Os Portugueses estão a sentir na carne, no seu quotidiano, os resultados dos abusos de poder deste Estado que temos.
E se outros seus Direitos conquistados com a Democracia, não quiserem ver violados no futuro, então não podem, não devem “assinar de cruz”, só porque “o partido”, o “clube”, assim mandou.
O futuro democrático de cada um dos Portugueses é muito mais importante do que aquilo que “os partidos”, em cada momento, lhes passe pela cabeça nos impôr.
Para já não falar daquilo que toda a gente percebeu – este referendo vem numa ocasião em que se começa a sentir as consequências do desastroso Orçamento de Estado 2007, serve para desviar as atenções sobre a situação em que o País mergulhou.
Mas, por detrás de tudo isto, existe também uma manifestação de decadência civilizacional e de hipocrisia colectiva.
A liberalização do aborto é contrariada pelas mais variadas confissões religiosas.
Em todas estas se sente que é atacada a essência da sobrevivência do ser Humano, o respeito pela Vida e o dever de Solidariedade entre as Pessoas.
A morte legalizada e discricionária do feto, constitui também o primado do egoísmo, da comodidade. Elimina-se Vida porque, dadas as circunstâncias, há gente que não está para se incomodar, assumir responsabilidades, dar Amor a uma vida gerada.
É o consumismo em toda a sua plenitude. E o “engraçado”, é o facto de tal ser postulado precisamente pelos folcloristas abortivos que tanto falam contra a “sociedade de consumo”.
É a decadência de uma civilização que se diz “democrática”, mas liberaliza a droga enquanto fala contra o tabaco, procura institucionalizar autênticas aberrações da Natureza, preocupa-se com um monte de terra que caiu no mar, chora por uma plantinha ou por uma avezinha, mas destrói a Vida humana!
Quando nos tocam nos Direitos Fundamentais, sobretudo no Direito à Vida, para que o Estado não se incomode a encontrar soluções necessárias e novas, há uma tentativa de abrir precedente para, amanhã, nos atingirem noutros Direitos pessoais que são essência, construção, existência da Democracia.
O que os partidos abortivos pretendem, para além de se colocar no plano Ético e também no plano mais complexo da Moral, implica também uma análise, ainda que hierarquicamente subalterna, no plano político.
Neste plano político, não consentir atentados aos Direitos Fundamentais da Pessoa Humana, garantias insubstituíveis, intocáveis, para que a organização Estado não possa, em circunstância alguma, pôr em causa os Direitos que garantem e estruturam a Democracia que queremos.
Não pactuo com a hipocrisia e a covardia de eliminar vidas indefesas.
Cumprimentos respeitosos e amigos do
Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim

23.1.07

Dignidade, Igualdade, Liberdade


Porque também sou a favor da dignidade da vida humana e para mim este é um princípio que não se referenda;

Porque sou a favor da igualdade entre todos os seres humanos e este não é um valor mais de uns que de outros;

Porque sou a favor da responsabilidade social e esta não é uma causa para ser defendida apenas quando dá jeito e apenas na altura certa, na família certa, na idade certa, com o trabalho certo;

Porque sou a favor da mulher, que precisa de ser apoiada e compreendida e não entregue a si própria com uma decisão tão pesada e difícil, enquanto o homem é ainda mais desresponsabilizado e se põe à margem porque a decisão não é sua nem interessa ser;

Porque defendo a Liberdade e acredito que "a minha Liberdade acaba quando começa a Liberdade do outro". O meu poder de escolha não pode assentar no "vive ou deixa morrer" de outro ser humano. A vida de uma criança não pertence à mãe que a gera porque ninguem jamais tem o direito de decidir sobre a vida de quem quer que seja. Pensar o contrário é voltar ao tempo em que a escravatura era permitida porque uns podiam dispôr de outros como objectos e decidirem sobre a sua vida ou morte;

Porque acredito que há outra solução que não seja apoiar e financiar a morte, vou votar Não dia 11 de Fevereiro!

Esta é um luta desigual entre um adulto e um ser humano em desenvolvimento. Temos o dever de defender e apoiar quem é mais fraco, se somos realmente defensores da igualdade, da justiça e da solidariedade, e se queremos verdadeiramente uma sociedade onde os mais fortes não possam por e dispor dos mais fracos.

Esta não é apenas uma questão de saúde pública e liberdade da mulher, é uma questão de JUSTIÇA SOCIAL, de DIREITO À VIDA e de IGUALDADE ENTRE TODOS OS SERES HUMANOS. E esta também é uma luta de séculos, que existe desde que o mundo é mundo!
Sofia Pereira

22.1.07

Novo site - Marcelo Rebelo de Sousa

Para além da multiplicidade de movimentos civis pela vida, constata-se que a sociedade civil portuguesa pelo Não também se está a expandir pela net - e ontem marcou o início de mais um site fantástico, desta vez da autoria de Marcelo Rebelo de Sousa.
Esta iniciativa chama-se "Assim Não" e conta com a colaboração de vários jovens. Prima pela qualidade, pela simplicidade e por algum humor, como se constata da seguinte secção que decidimos divulgar aqui no nosso site madeirense. Visitem, que vale a pena!


"Selecção das melhores razões do AsSIM para votar NÃO:
E que tal investigar esse caso do aborto dourado?

O aborto ilegal é um negócio que produz dinheiro sujo, que não é tributado
Maria José Morgado (TSF - 17 de Janeiro 2007)

Franguinhos da Guia

Um ovo não é igual a um pinto, um ovo não tem os mesmos direitos do que um frango
José António Pinto Ribeiro (21 de Janeiro 2007)

E toda a gente sabe que a moral e a ética nunca deram jeito

Apelo a uma campanha baseada em argumentos de ciência e racionais e não em argumentos de moral e de ética
Vitalino Canas (TSF - 12 de Janeiro de 2002)


Confesso: não estou nada optimista quanto ao referendo sobre a IVG. Não acredito neste povo inculto, analfabeto e hipócrita. Não confio nos portugueses; acho-os demissionistas, conformados, pior, mesquinhos e ignorantes
André Carapinha, apoiante do sim, sobre o que pode correr mal

Se conduzir, não beba

(…) nunca lhe ocorreu que às vezes há quem vá para a cama com os copos?
António Figueira, em resposta a Vasco Pulido de Valente, sobre gravidez acidental

21.1.07

À Volta de um Cartaz

Temos visto nas ruas da nossa cidade um cartaz colocado pelos favoráveis à liberalização do aborto. Fala da necessidade de acabar com a humilhação no dia 11 de Fevereiro.

Ficamos a entender que para eles a liberalização do Aborto se justifica porque é uma humilhação para as mulheres, ser considerado um crime o aborto, nas dez primeiras semanas e a pedido, sem qualquer outra razão.

É evidente que o cartaz só tem sentido porque os seus autores sabem que não há prisões de mulheres por aborto em Portugal e porque as penas aplicáveis nos últimos anos maioritariamente recaíram não sobre as grávidas mas sobre os outros “intervenientes” no processo, tão esquecidos nesta pré-campanha. Ou seja, não havendo grades para mostrar, descobriu-se que entrar nos Tribunais era já de si humilhante e justificativo para acabar com a lei.

O cartaz nesse sentido revela uma triste noção de Justiça que me deixa perplexo. Ir a Tribunal não é uma procura da Justiça mas é um acto humilhante! Procurar que “a Justiça se faça” não é uma tarefa essencial na sociedade moderna e civilizada, mas antes um menosprezo. No fundo estamos em crer que mesmo que houvesse uma absolvição para os que conceberam o cartaz isso também era uma humilhação!

Os nossos olhos porém ao olharem ao cartaz conseguem ver mais além. Na foto descortinamos uma mulher que se esconde. Tapa a cara. Essa parece ser a sua vergonha, a sua humilhação que se quis mostrar no cartaz. Ou seja, não é a presença nos Tribunais que está propriamente em causa, mas é antes esse momento ser fotografado.

Compreendo: há muitas pessoas que não gostam de ser retratadas nos seus actos privados. Têm o seu direito! Mais ainda quando essas fotografias se destinam a ser difundidas pela praça pública ou em órgãos de comunicação social!

Dito de outro modo, a ida daquela senhora só se tornou humilhante porque foi uma ida fotografada, utilizada pelos meios de comunicação social. Sabendo nós que os media só lá chegam quando alertados ou convocados, é fácil de ver que foram os movimentos pró-liberalização do aborto que chamaram fotógrafos, jornalistas ou operadores de rádio e televisão para estarem à porta do Tribunal a ver quem sai ou entra para ser julgado por crime de aborto. São os próprios proprietários do cartaz que incentivaram a foto que humilha a mulher que tapa a cara num julgamento para darem do facto notícia.

Mas essa humilhação provocada pelos próprios que agora se repugnam com a mesma, não acaba com a liberalização. Alguém julga que a mudança da lei vai acabar com humilhação da mulher que aborta, no sentido da exposição pública? Ou será que é ingénua a declaração ministerial a garantir a confidencialidade ou não confidencialidade de quem aborta em hospitais ou clínicas privadas?

A humilhação da mulher que aborta é aliás resultado dos problemas de consciência que muitas das mulheres têm quando abortam, independentemente de ser ou não legal. Só não terá problemas quem julga que está a “mandar na sua barriga”. Aliás veja-se até a perplexidade da questão em referendo que mantém o crime quando a mulher aborta fora de um estabelecimento de saúde, ou seja, quando esconde o que pratica!

Mas humilhação verdadeira e que deve ser acabada é a que sentimos por uma sociedade que apesar de acentuado declínio populacional, nada faz para salvar e assegurar o nascimento a tantas crianças cuja vida é terminada por um aborto.

Humilhação é sentir que há nascituros que não chegaram a nascer porque a sociedade não foi capaz de os amar e apoiar, permitindo o seu nascimento.

Isso é que é humilhação para uma sociedade que defende os direitos humanos!

Isso é que é humilhação para eliminar no referendo a 11 de Fevereiro!

RICARDO VIEIRA